... mas... mas... então... agora... já não é "abrir um grave precedente" (e roubar um dia de estudo aos pobres infantes que irão ficar irreversivelmente traumatizados)?!!!...
19 June 2013
É interessante como a concentração nos detalhes e nas picardias de fedelhos impede de reparar que, desde há quase duas semanas, as reuniões de avaliação vão sendo sucessivamente adiadas (há já turmas que vão na 4ª remarcação)
Edit: não sendo, porém, garantido que não haja quem pense em roer a corda...
Edit: não sendo, porém, garantido que não haja quem pense em roer a corda...
Celebrando a "relação estreita e forte" da Venezuela com Portugal, um "hermoso trabajo en honor a ese legado que nos dejo el Comandante Eterno: LA PATRIA"
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A brasileira Carla Dauden é directora de fotografia e vive nos EUA. Farta dos que dizem que vão ao Mundial de futebol sem saber o que se passa no Brasil, decidiu mostrar no YouTube quanto custa a organização da Copa e o cenário do país que a vai receber, em 2014.
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18 June 2013
Sala formal, ou sala de visitas. Lareira com recuperador calorífero. O tecto encontra-se já todo apainelado em madeira
Sofás tipicamente roxos. No cimo do televisor, 3 pedras com poderes mentais de tipo New Age.
Espadas cruzadas, em tipo toledano. A cadela, de tipo grand dinamarquesa, é toda trabalhinho atelier Joana Vasconcelos
Casa de banho principal, de tipo Natasha (nome fictício).
Jacuzzi/hidromassajador encastrado com acesso através de escadaria em três degraus ascendentes.
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Demonstrators wear "Free Pussy Riot" balaclavas as they protest at the security fence surrounding the G8 Summit at Lough Erne in Enniskillen, Northern Ireland June 17, 2013
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O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CXV)
João César das Neves
Grande Mestre, dissipai as trevas que se apoderaram da nossa mente: quais as "lutas heróicas dos trabalhadores" que não foram conduzidas por pérfidos "agitadores profissionais" e incubadas em "salas de convívio" (onde, Deus me perdoe!... sabe-se lá o que mais por ali se pratica)?... Houve alguma?
(T.S. Eliot)
"Uma das características dos dias de hoje é o surto, irremediável e provavelmente duradouro, de reaccionarismo social, cultural e político. Não é ideologia, não é política, foi vontade de ficar no lado dos mais fortes, dos que pareciam estar a vencer, dos que estiveram na moda. A crise acicatou estas divisões. Era o lado confortável há dois anos, hoje é o lado do desespero, logo da agressividade.
Hoje, que os dias dourados da engenharia utópica do 'ajustamento' já estão longe, o que sobra é uma acção por surtos, caótica, dolosa, confusa, que não ousa mostrar a cara, que se enreda em mentiras e explicações. Desamparado dos seus mentores governativos, todos na defensiva, o discurso reacionário outrora impante, torna-se reactivo, feroz, grupal, 'de classe'. Eles percebem que os seus melhores dias já estão no passado e que tudo vai soçobrar. Com laivos autoritários, contra a lei, acima da lei, contribuem para o acelerar da dissolução dos laços sociais, para o discurso de guerra civil, para um finis patria que tanto pode ser um 'bing' como um 'bang'. É uma espécie de PREC ao contrário. Quem já viu um, percebe demasiado bem o outro.
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Um refrão que não sai da cabeça (XVI): "Pour punir la trahison, la haute rapine, voilà pour qui l'on a fait ce dont on connaît l'effet, c'est la guillotine!"
Regressando ao que é, realmente, importante, a Edviges - acreditando na transcrição - acha que "o poema só por si é subjectivo" (coisa peculiar num poema) e "a forma como as questões estão formuladas poderá levar a várias interpretações [não sabendo nós] se essas interpretações estarão ou não de acordo com os critérios de correcção" E é de opinião que "tem quatro questões [custava-lhe muito dizer "perguntas"?] e duas delas podiam ser mais objectivas". Imaginem que, aos pobres infantes, lhes era pedido para comentar coisas tão transcendentes como:
"O luar através dos altos ramos,
Dizem os poetas todos que ele é mais
Que o luar através dos altos ramos.
Mas para mim, que não sei o que penso,
O que o luar através dos altos ramos
É, além de ser
O luar através dos altos ramos,
É não ser mais
Que o luar através dos altos ramos"
... quais haveriam de ser os "critérios de correcção"?
"O luar através dos altos ramos,
Dizem os poetas todos que ele é mais
Que o luar através dos altos ramos.
Mas para mim, que não sei o que penso,
O que o luar através dos altos ramos
É, além de ser
O luar através dos altos ramos,
É não ser mais
Que o luar através dos altos ramos"
... quais haveriam de ser os "critérios de correcção"?
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British Sea Power and the London Bulgarian Choir - "Waving Flags"
You are astronomical, fans of alcohol
So welcome in
Are rising in the east and setting in the west
All waving flags
We’re all waving flags now
Waving flags but don’t be scared
'Cause you, you're only here for a while
And it’s all a joke
Oh, it’s all a joke
Oh
Are here of legal drinking age, on minimum wage
Well, welcome in
From across the Vistula, you’ve come so very far
All waving flags
We’re all waving flags now...
Beer is not death, beer is not life
It just tastes good especially tonight
So welcome in
We are barbarians
Oh, welcome in
Across the Carpathians
Oh, welcome in
We are from Slavia
Oh, welcome in
Across the stadion
Oh, we can’t fail
Not with Czech Ecstasy
No, we won’t fail
Not with Czech Ecstasy
So welcome in
17 June 2013
O INSULTO DO DIA (II)
(colhido no gerador de insultos shakespeareanos)
"[Your] brain is as dry as the remainder biscuit after a voyage" (Taken from: As You Like It)
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16 June 2013
A GREVE
"O que está em causa para o Governo na greve dos professores é mostrar ao conjunto dos funcionários públicos, e por extensão a todos os portugueses que ainda têm trabalho, que não vale a pena resistir às medidas de corte de salários, aumentos de horários e despedimentos colectivos, sem direitos nem justificações, a aplicar a esses trabalhadores. É um conflito de poder, que nada tem a ver com a preocupação pelos alunos ou as suas famílias. Há mesmo em curso uma tentação de cópia do thatcherismo, à portuguesa, numa altura em que uma parte do Governo pende para uma espécie de gotterdammerung revanchista e vingativo, de que as medidas ilegais como a recusa do pagamento do subsídio de férias pela lei em vigor são um exemplo. Não é porque não tenha dinheiro, é porque quer mostrar que é o Governo que decide as regras do jogo e não os tribunais e as leis. Qualquer consideração pelas pessoas envolvidas, não conta. (...)
O medo dos despedimentos é muito perturbador no actual contexto de crise
social, em que quem perde o trabalho nunca mais o vai recuperar. Por
isso, a greve dos professores, como a greve dos funcionários públicos, é
pelo emprego, em primeiro lugar, em segundo lugar e em último lugar. É
também contra a imposição unilateral de condições de trabalho e horários
no limite do aceitável. Mas o emprego é hoje o bem mais precioso e mais
ameaçado. Aliás, o aumento do horário de trabalho é também uma medida
para facilitar o desemprego. (...)
Não adianta virem usar slogans, como seja a 'defesa da escola
pública', apresentando-os como a principal razão de luta dos
professores. Em casa em que não há pão, ninguém se mobiliza por
abstracções, mobiliza-se pelo pão. É verdade que o Governo é contra a 'escola pública', mas o seu objectivo fundamental nestes dias é despedir
funcionários públicos, incluindo os professores, para garantir os
cortes permanentes da despesa pública a que se comprometeu, em grande
parte porque, ao ter deprimido a economia no limite do aceitável, não
tem outro modo de controlar o défice. Se o escolhe fazer nos mais fracos
e dependentes da sua vontade, como sejam os funcionários públicos, é
relevante, mas até por isso é a balança de poder que está em causa nas
próximas greves. (...)
Não é pela “defesa da escola pública”, nem por qualquer objectivo assim
definido programaticamente, que a greve pode ter sucesso, em particular
face à ofensiva governamental que conta com muito mais apoio na
comunicação social do que se pensa. É pela condição do trabalho, pelo
emprego, que, no actual contexto, são muito menos egoístas do que podem
parecer. É, aliás, também nesse terreno que os funcionários públicos e
os professores podem e devem “falar” com todos os outros trabalhadores
do sector privado, porque aí os seus objectivos são comuns.
O que parece que os sindicatos têm vergonha de enunciar é o seu papel
de defesa de um grupo profissional, como se os objectivos laborais não
fossem objectivos nobres de per si, ainda mais na actual tentativa de
criar uma sociedade 'empreendedora', assente na força de poucos contra o
valor e a dignidade do trabalho de muitos. A incapacidade que tem a
esquerda de enunciar objectivos firmes no âmbito destes valores,
substituindo-os por uma retórica abstracta, acaba por resultar numa
falsa politização que se torna num instrumento espelhar do mesmo
discurso de divisão que o Governo faz. Ainda estou à espera que alguém
me explique por que razão não se diz preto no branco, sem bullshit,
que a greve é justificada pela simples motivo que nenhum grupo
profissional numa sociedade democrática, seja empregado de uma empresa,
ou do Estado, pode aceitar que se lhe torne o despedimento trivial, por
decisões que são de proximidade (os chefes imediatos), e que não têm que
ser justificadas a não ser por uma retórica vaga de 'reestruturação',
um outro nome para cortes cegos e pela linha da fraqueza dos 'cortados'.
E também não se diz, sem bullshit, que não é fácil manter a
calma e a civilidade quando se tem que defrontar do lado das negociações
pessoas que mentem quanto for preciso, e que estão apenas a ver se meia
dúzia de mentiras ou ambiguidades servem para passar a tempestade e
voltar à acalmia que precisam para fazerem tudo aquilo que hoje dizem
que não vão fazer. Os mesmos que, nos últimos dois anos, tudo prometeram
e nada cumpriram e que ainda há poucos meses juravam em público que
nada disto iria acontecer. Ou seja, gente não fiável, de quem se pode
esperar tudo e cujo discurso nas suas ambiguidades deliberadas está a
ser feito para que tudo seja possível. Em Agosto ou em Setembro, passada
a vaga de conflitualidade social, vão ver como milhares de pessoas vão
para a 'requalificação', como o aumento dos horários de trabalho vai
servir para tornar excedentária muita gente e como, sejam professores ou
contínuos, todos vão estar no mesmo barco do olho da rua.
Eu continuo a achar que a decência mobiliza muito mais do que a 'escola pública' e que tem a enorme vantagem de toda a gente perceber
quase de imediato o que é. E tem ainda a vantagem de ser fácil explicar,
e de ser fácil de compreender por toda a gente, que é indecente o que
se está a fazer aos funcionários públicos e aos professores. E assim
socializar o mesmo tipo de revolta que muitos dos actuais alvos do
Governo sentem, porque ela não é diferente da que tem muitos milhões de
portugueses. Digo bem, milhões. Não é coisa de somenos". (José Pacheco Pereira, "Público" de 15.06.13 - texto integral aqui)
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Não é, de certeza, "rocket science" mas os dados empíricos (nada imprevisíveis) tendem a sobrepôr-se às embriagantes coreografias (recuperando para a seita uma utilidade que, por um instante, esteve à beira de se perder)
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15 June 2013
... e é bem possível que o bófia autárquico estivesse a pensar na ideia do MJV, ao propôr a "nova Patrícia" e a "nova Catarina"
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